FÓRUM PERMANENTE DA AGENDA 21 DO RIO GRANDE
Esta pagina é dedicada ao Fórum da Ag21 do rg, onde suas postagens atualizam as informações e as atividades de todos participantes.
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O sucesso das Agendas 21 Locais poderá ser projectado a partir da analogia com os estudos dos sistemas auto-organizados onde as trocas básicas de informação e a dinâmica local das partes formam um todo. Essas interacções constituem uma forma particular de comunicação indirecta originando um mapa colectivo organizado. Para que o comportamento auto-organizado se difunda e aplique nas sociedades humanas será necessário repensar o modelo de desenvolvimento à luz da desconstrução dos sistemas de dominação hierárquica. Mais importante do que avançar com directivas, medidas e acções top-down, é desencadear mecanismos que desenvolvam a macro-inteligência e adaptatividade e produzam auto-organização e acção global. Tal como os insectos sociais (colónias de formigas), revelando a capacidade para armazenar informação e reconhecendo padrões, as comunidades humanas locais contribuem decisivamente, através de interacções simples, para essa inteligência emergente de nível superior, capaz de mobilizar o desenvolvimento sustentável (DS). As Agendas 21 Locais (A21L) são decerto o estímulo necessário.
08/08/2011 14:45
31/08/2011 11:34:48
Matéria de Iara Guimarães Altafin, da Agência Senado
Estudo promovido pelo Ministério do Meio Ambiente mostra que o número de vítimas nas enchentes e deslizamentos ocorridos no início do ano na região serrana do Rio de Janeiro está diretamente relacionado à ocupação irregular de áreas protegidas, como as Áreas de Preservação Permanente (APPs), previstas no Código Florestal.
Segundo dados do Departamento de Defesa Civil do Rio de Janeiro, citados no estudo, a tragédia resultou em 910 mortos e 662 desaparecidos. Foram 426 mortes em Nova Friburgo; 382 em Teresópolis; 74 em Petrópolis; 22 em Sumidouro; duas em São José do Vale do Rio Preto; duas em Santo Antonio de Pádua; e duas em Bom Jardim. As chuvas deixaram 23.315 desalojados (pessoas momentaneamente impedidas de voltar para casa) e 12.768 desabrigados (pessoas que perderam suas casas) em 15 cidades.
De acordo com o relatório, as áreas mais atingidas são APPs que foram indevidamente ocupadas por atividades agrícolas, obras de infraestrutura ou edificações. Foram mais severamente afetadas pelas chuvas as margens de rios, incluindo pequenos córregos e nascentes; encostas com alta declividade e desmatadas ou modificadas por estradas e casas; e sopé dos morros, montanhas ou serras. Todas essas áreas são definidas pelo Código Florestal como APPs.
O estudo demonstra que os efeitos das chuvas teriam sido significativamente menores se existisse mata ciliar de 30 metros de largura de vegetação em cada margem dos rios e se não estivessem desmatadas e ocupadas as encostas e os topos de morros e serras.
Os pesquisadores também estudaram as conseqüências das chuvas nas áreas com florestas bem conservadas, sem ocupações humanas, e concluíram que o número de deslizamentos foi muito menor, sem consequências em termos de perdas materiais e humanas.
Frente aos resultados, os pesquisadores recomendam que os parâmetros de preservação permanente estabelecidos no Código Florestal sejam mantidos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Eles também recomendam a adoção de medidas complementares de proteção a áreas sujeitas a riscos de enchentes, erosão ou deslizamentos.
(Agência Senado)
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Maurício Fernandes da Silva
Advogado e Professor de Direito Ambiental
lattes: http://lattes.cnpq.br/
Data de publicação: jul 18, 2011
A Corsan está priorizando qualificar sua relação com as prefeituras. Com a tarefa de proporcionar aos pequenos municípios gaúchos o acesso aos recursos do PAC 2 voltados ao saneamento, a Companhia Rio Grandense de Saneamento disponibilizou auxílio técnico, em parceria com a Secretaria de Habitação e Saneamento, para a elaboração das cartas consultas enviadas ao Ministério das Cidades e para a FUNASA. Esta força-tarefa resultou no envio de 343 propostas aos órgãos federais, entre a realização de obras nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário e a elaboração de projetos de saneamento, totalizando um pedido de R$ 1,13 bilhões em investimentos para o setor.
“Queremos aproveitar este novo momento, onde temos recursos disponíveis no Governo Federal, e trabalhar juntamente com as prefeituras, com os Governos Estadual e Federal e com a Funasa para proporcionar uma grande melhoria na área do saneamento no Rio Grande do Sul. Atendemos 280 municípios gaúchos com menos de 50.000 habitantes e temos ciência da importância do acesso destas políticas públicas. Colocamos todo esforço da Companhia para que fossem apresentados projetos de qualidade”, afirma o diretor-presidente da Corsan Arnaldo Dutra.
No total de cartas consultas estão previstos investimentos de R$ 364 milhões para melhorias nos sistemas de abastecimento de água e R$ 765 milhões para esgotamento sanitário. “Com os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, o acesso ao tratamento de esgoto e à água de qualidade está mais perto de todos. Esperamos promover este desenvolvimento em uma parceria com os municípios. Através da edição dos seus planos de saneamento, as prefeituras estão mapeando as necessidades da população, o que permite com que a Corsan apresente propostas que contemplem as reivindicações em saneamento de cada cidade”, garante Dutra.
O cadastramento de cartas consultas para o Ministério das Cidades esteve disponível entre 15 de junho até o 15 de ju1ho de 2011. Os empreendimentos na área de saneamento poderão ser selecionados para obter recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, grupo 3. A divulgação da seleção final está prevista para novembro.
Bom exemplo
Solidariedade também conta e conta muito nos serviços públicos. A Corsan cedeu ao Semae, de São Leopoldo, uma peça para agilizar o conserto da adutora que rompeu há uma semana e deixou 150 mil pessoas daquela cidade sem água. A Corsan também já ajudou a Comusa, de Novo Hamburgo, cedendo um motor-bomba.
Jornal do Comércio, Fernando Albrecht, 18 de julho de 2011
Recursos do PAC 2 a prefeituras
A Corsan firmou parceria com prefeituras para repassar recursos do PAC 2 voltados ao saneamento. Estão previstos investimentos de R4 364 milhões de reais para melhorias nos sistemas de abastecimento de água e 765 milhões de reais para esgotamento sanitário.
O Sul, 18 de julho de 2011
Fonte:A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na terça-feira (2), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 1339/03, do deputado Fábio Souto (DEM-BA), pelo qual 10% dos recursos destinados ao financiamento de estudos, programas, projetos e obras incluídos nos Planos de Recursos Hídricos devem ser aplicados em ações voltadas à recomposição ambiental de áreas de preservação permanente (APP).
A proposta altera a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) e, se não houver recurso para tramitação pelo Plenário, seguirá para análise do Senado.
O relator da proposta, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), recomendou sua aprovação, mas foi contrário à emenda apresentada pelo deputado Sarney Filho (PV-MA). Serraglio argumentou que a CCJ não pode fazer mudanças no conteúdo da proposta e deve apenas analisar se ela está dentro das normas para novas leis.
A emenda tornava obrigatória a utilização de recursos para recomposição na mesma área para a qual foram originalmente destinados. A proposta diz que eles devem ser aplicados dessa forma, mas apenas “prioritariamente”.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na última terça-feira (2), proposta que retira da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) a possibilidade de atenuante dos casos em que um servidor público é condenado por conceder autorização para atividades, obras ou serviços em desacordo com normas ambientais (PL 1874/07).
Hoje, esse crime gera pena de um a três anos, além de multa. Pela lei, contudo, se o crime for cometido de forma culposa (sem intenção), a pena é reduzida para três meses a um ano, fora a multa. É esse atenuante que o PL 1847/07, do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), revoga.
Reclusão
A proposta aprovada pela CCJ, na forma de um substitutivo, também muda o regime de cumprimento da pena nesses casos, de detenção para reclusão. A reclusão é uma modalidade mais rigorosa. Nesses casos, o condenado deve cumprir a pena nos regimes fechado, semi-aberto ou aberto. Já se ele for condenado a pena de detenção, só é possível aplicar os regimes semi-aberto ou aberto.
Segundo o relator na Comissão de Constituição e Justiça, Sarney Filho (PV-MA), a medida é justa. “Essa alteração é muito importante, posto que um crime cometido por um funcionário público, em que ele concede licença, autorização ou permissão em desacordo com a lei, sendo que esse mesmo funcionário tem, por força de seu ofício, de ser conhecedor da legislação aplicável, merece ser punido com maior rigor”, justificou.
Substitutivo da Comissão de Meio Ambiente
A proposta já havia sido aprovada na forma de outro substitutivo pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Esse texto incluía os colegiados dos órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental na previsão de responsabilidade de agentes públicos por autorizações em desacordo com a legislação.
A decisão visava adaptar a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) à nova organização do setor em âmbito federal. Após a aprovação da Lei 11.516/07, que dividiu as responsabilidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ao criar o Instituto Chico Mendes, todas as decisões desses órgãos passaram a ser colegiadas, e não de responsabilidade de um único servidor.
Pelo substitutivo da Comissão de Meio Ambiente, decisões tomadas por órgãos colegiados também gerariam responsabilidade para os servidores que tomaram a decisão conjunta. O substitutivo aprovado pela CCJ não prevê essa possibilidade.
Tramitaçãoagosto 4, 2011 in Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) | Tags: Aline Menezes, Anderson Alexis, Anelise da Silva Gomes, Centro de Estudos Ambientais (CEA), Centro de Indústrias do Rio Grande (CIRG), Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), democracia ambiental, Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) de Rio Grande / RS, Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) | Deixar um comentário (Edit)
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), atual presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), instância superior do Sistema Municipal de Política Ambiental de Rio Grande/RS, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), informou essa semana, através da servidora Anelise da Silva Gomes, do deliberado em reunião ocorrida em 26.07.20111, quando foram elencados temas a serem abordados no II semestre de 2011.
O Centro de Estudos Ambientais (CEA), entende que os temas elencados são relevantes e que os mesmos devem fazer parte do Relatório Atividades do COMDEMA, o qual deve ser divulgado, conforme estabelece a Lei de sua reestrurturação, garantido o cumprimento do Principio da Publicidade, previsto constitucionalmente. O Plenário do COMDEMA definiu como prioridade:
- Organização interna do Conselho;
- Lama no Balneário Cassino;
- Arborização urbana;
- Conselho Gestor da Área de Preservação (APA) da Lagoa Verde;
- Renaturalização dos cursos d’água urbanos e a drenagem urbana;
- Atualização do Plano Ambiental do Município do Rio Grande;
- Zoneamento do Parque Urbano do Bolaxa.
Cabe destacar que o movimento ambiental/ecológico, seus aliados e simpatizantes, tem demonstrado preocupação com a forma em vigência de escolha das ONGs para o COMDEMA. Para o CEA tal processo não é democrático e nem legítimo, uma vez que a escolha é inapropriada e ilegalmente feita por todos os membros do referido colegiado ambiental. Processo que além de afrontar a lei, é uma clara interferêcnia na auto-organização dos seguimentos, o que igualmente corrompe o processo de eleição, pois, conforme os diversos interesses de outros setores, o voto é exercido, e a representação passa ser difusa e não setorial. Os segmentos sociais tem o direito de definir quem os vai representar nesse Colegiado e em outros foruns, conforme assegura a lei, sob o risco de nulidade das decisões tomadas nessas circunstâncias.
O movimento ambiental/ecológico pretende que tal deformação inaceitável decorrente de uma clara ausência de sentido de representatividade democrática e desconhecimento legal seja corrigida, de forma administrativa, pelo próprio COMDEMA, conforme seu oportuno planejamento aprovado na última reunião, o que evitaria um debate na esfera judicial, com inevitáveis consequências negativas para o licenciamento ambiental municipal. Para o CEA tal escolha deve ser feita em Audiência Pública, devida e transparentemente organizada e convocada pelo COMDEMA, com a presença das ONGs interessadas e legalmente capacitadas para tal fim.
A direção atual do COMDEMA, além da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), é formada, de forma não paritária, pelo Centro de Indústrias do Rio Grande (CIRG), seu vice-presidente e pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA), que exerce a função de Secretaria, em substituição a Associação dos Amigos do Arroio Vieira (Pro-Vieira), que deixou essa função recentemente em razão de divergência com aspectos da politica ambiental municipal.
A seguir a atual composição do COMDEMA:
Cinco representantes do Poder Público:
- SMMA: Mara Nubia Cesar de Oliveira e Edson Gonçalves Pereira
- 2º. Pelotão Ambiental da Brigada Militar: Patricia Paré da Costa e Gilnei Castro Soria
- FEPAM: Francisco Borges Finger e Ailton Silva
- IBAMA: Luiz Roberto Louzada Junior e Alda Maria de Souza
- FURG: Marcelo Vinicius De La Rocha Domingues e Carlos Roney Armanini Tagliani
Três representantes de ONGs
- NEMA: Kleber Grubel da Silva e Juliana Azevedo de Barros
- Grupos Amigos da Natuteza (GAN): Cleber Tavares Acunha e Alenir Golçalves
- Associação dos Amigos do Arroio Vieira (Pro-Vieira): Ronaldo Cataldo Costa e Rita Patta Rache
Três representantes da Sociedade Civil
- Centro de Indústrias do Rio Grande (CIRG): Mario Bender e Fabiane Ayres
- Intersindical do Rio Grande: Paulo Francisco da Silva Arruda e Raul Lindenmeyer
- Associação de Catadores e Separadores de Lixo de Rio Grande (ASCALIXO): Honorino Jose Renon e Jorge Augusto Berwager Filho
O CEA, com Aline Menezes e Anderson Alexis, juntamente com a OAB, com Ieda Denise Nobrega Elste, participam como convidados.
As reuniões do COMDEMA são abertas ao público e ocorrem ordinariamente sempre na última terça-feira útil do mês.
A sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) se localiza na Av. Buarque de Macedo s/nº (antigo prédio da Viação Férrea), em Rio Grande/RS (Fone: 53 3233 7275 e Fax: 3233 7276).
Veja também: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/06/28/comdema-escolhe-secretario-hoje/
Se não conseguir visualizar este informativo, acesse http://bit.ly/p7t7vr
| NOTÍCIA | |
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02/08/2011
Associação do MP anuncia criação de grupo que combaterá maus-tratos aos animais
Mensagem remetida, em 02/08/2011, pela Associação Paulista do Ministério Público aos cerca de 2.000 membros da instituição |
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Ministério Público terá Grupo Especial que engloba a Defesa Animal Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (27/07), os integrantes do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, considerando o elevado número de ocorrências envolvendo abusos, maus tratos, ferimento e mutilação de animais, inclusive em ambiente urbano e doméstico, aprovaram a criação do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento do Solo Urbano (GECAP), que terá como uma de suas atribuições a "Defesa dos Animais", em especial, domésticos ou domesticados, como também silvestres, nativos ou exóticos. A decisão é fruto da análise da representação formulada pelo Deputado Estadual (PSDB) e membro do Ministério Público (Procurador de Justiça licenciado), Fernando Capez, juntamente com Maurício Varallo, Coordenador da Campanha "Sentiens Defesa Animal", em abril de 2010, ao Procurador-Geral de Justiça, Dr. Fernando Grella Vieira, visando à criação do Grupo de Atuação Especial de Defesa Animal*, e, posteriormente, da Promotoria de Defesa Animal*, no âmbito do Ministério Público do Estado de São Paulo. Em inúmeras audiências realizadas com o Procurador-Geral de Justiça, Dr. Fernando Grella Vieira, desde o início do ano de 2010, Capez, que teve toda a sua carreira pautada no combate às diversas formas de violência, apresentou várias razões para justificar a criação do Grupo Especial, composto por promotores de justiça especialmente designados para cuidar de questões envolvendo maus-tratos, em especial, contra animais domésticos ou domesticados, bem como silvestres, nativos ou exóticos, isto é, de práticas vedadas constitucionalmente e configuradoras de crime ambiental contemplado na Lei n. 9.605/98. Muito embora o Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento do Solo Urbano, aprovado pelo Órgão Ministerial, vise ao combate também de outros crimes ambientais, constitui indubitavelmente um grande avanço na defesa dos animais, na medida em que, pela primeira vez, no Estado de São Paulo, um organismo, na Capital, centralizará ações contra todas as formas de criminalidade envolvendo cães, gatos, cavalos etc. Note-se que a dificuldade de realizar denúncias, apurações, colheita de dados estatísticos em relação aos maus tratos contra animais, sempre se deu justamente pela falta de uma estrutura operacional centralizada e articulada com outros órgãos de execução estratégicos, uma vez que a questão sempre ficou dispersa pelas diversas promotorias criminais da Capital, cujos Promotores de Justiça são responsáveis pelos mais diversos assuntos: desde um crime de estupro, latrocínio, ou seqüestro até um delito de envenenamento de gatos, por exemplo, ocorrendo, por força deste contexto, muitas vezes, situações de descaso para com os animais domésticos ou domesticados. A partir da criação do Grupo especializado, haverá melhores condições para a persecução penal e o aprimoramento dos instrumentos aptos a salvaguardar os animais, além da possibilidade, com a concentração em um único órgão, de elaborar dados estatísticos, estudos, diretrizes, pareceres que poderão pautar a atuação uniforme dos agentes públicos e organismos sociais na defesa dos animais, constituindo acima de tudo um importante instrumento para dar efetividade à legislação protetiva dos animais. Assinale-se que na Capital do Estado de São Paulo já temos vários exemplos de sucesso de grupos estruturados para combater crimes específicos, como, por exemplo, o Grupo de Combate ao Crime Organizado, o qual centralizou a luta contra as organizações criminosas em um único organismo. Com o sucesso dos resultados obtidos, conta, desde 2008, com doze núcleos integrados (ABC, Bauru, Campinas, Franca, Guarulhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba e Vale do Paraíba). É uma experiência pioneira, que foi seguida por outras, como a criação do GAEMA, do GEDEC, e, agora, o Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento do Solo Urbano (GECAP). Por fim, o ato normativo nº 704/2011-PGJ-CPJ, de 28 de julho 2011, editado pelo Procurador-Geral de Justiça e Colégio de Procuradores de Justiça, disciplinou a implantação do GECAP, dispondo sobre a sua missão institucional, atribuições, composição e organização. * Pedidos formulados pelo Deputado Fernando Capez: (a) Na data de 14 de abril de 2010, houve solicitação de encaminhamento à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo de Projeto de Lei visando à criação da Promotoria de Defesa Animal; (b) Pedido de criação do "Grupo de Atuação Especial de Defesa Animal, visando à futura criação da Promotoria de Defesa Animal; (c) Formulação de Indicação ao Sr. Governador para a criação da Delegacia de Proteção aos Animais, no âmbito do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania-DPPC. * Nomenclatura adotada de acordo com a tese acadêmica de autoria do Promotor de Justiça, Dr. Laerte Fernando Levai, que trata da Promotoria de Defesa Animal, apresentada e aprovada no 11º Congresso do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de São Paulo, em São Roque, outubro de 2007. Disponível em: http://www.sentiens.net/ Notas do editor 1 O atual endereço da tese acadêmica apresentada pelo promotor de justiça Laerte Fernando Levai é http://www.pensataanimal.net/ 2 O Sentiens Defesa Animal foi englobado pelo Olhar Animal (http://www.olharanimal.net). |
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Alberto Amaral Alfaro*
A cidade do Rio Grande vive um momento especial. Com os projetos do Polo Naval em pleno desenvolvimento e as perspectivas concretas de ampliações, se descortinam uma série de demandas para as quais estamos buscando atendimento, objetivando que esse impulso não transforme a vida dos rio-grandinos num inferno.
Nessa esteira de grandiosidade, coincidentemente, o reitor da Universidade Federal do Rio Grande, professor João Carlos Cousin, fruto de suas observações quando realizava estudos na cidade francesa de Brest, sonhou que um projeto lá desenvolvido seria ideal para cá, pois a Oceanópolis, lá construída, trouxe progresso à referida comunidade.
Doutor na área de Oceanologia, o reitor levou adiante a sua proposta, e aí está, decantado internacionalmente, o Oceanário Brasil, que será construído no balneário do Cassino, em uma área de 176 hectares ao lado do Oceano Atlântico, com um investimento público de R$ 140 milhões.
Quem poderia se opor a uma obra com essa magnitude, com perspectivas turísticas, sociais, educacionais e econômicas, que tal empreendimento oferecerá à cidade? Mesmo tratando-se de obra pública, ninguém se opõe, inclusive o Colunista.
No Brasil, em que vivemos tal qual no antigo Egito, as obras se justificam mais por seus criadores do que pelos resultados ou custos que resultarem aos usuários ou contribuintes. Também os controles e os cuidados para a contratação dessas obras públicas são feitos de forma relaxada e irresponsável, cada vez mais interesses escusos e inconfessáveis são atendidos, em desfavor dos interesses maiores da cidadania.
Vejam, para ter uma ideia de, como andam as coisas neste País com tantas carências e desigualdades, no governo Lula, do mesmo partido do reitor Cousin, de 142.000 contratos auditados pelo Tribunal de Contas – TCU, envolvendo gastos totais superiores a R$ 100 bilhões, foram encontrados indícios de irregularidades em mais de 80.000, que foram catalogados em sete modalidades principais de fraudes.
Como cidadão, contribuinte e comunicador, sem fazer pré- julgamento, diante do quadro nacional de escândalos, fui buscar informações sobre a empresa vencedora da licitação para construção do Oceanário, fiquei estupefato com a série de problemas que a referida construtora vem criando pelo País afora.
Inicialmente decidi calar, afinal o processo já está concluído e qualquer manifestação criaria desconforto e contrariedade em quadros respeitáveis da nossa universidade, alguns, meus amigos. Posteriormente, ao escutar uma entrevista do reitor à Rádio Nativa, perguntei, através do colega radialista, em mensagem identificada, se o resultado da minha pesquisa, feita através do Google e junto a órgãos de fiscalização, era do conhecimento do Gestor Público, se não temia pelo sucesso da obra etc. O Magnífico, do alto da sua proficiência, disse que desconhecia, que não temia e se ocorresse algum problema nova empresa seria contratada, argumentou ainda que a empresa vencedora do certame tinha em seus quadros diretivos conterrâneos nossos.
Como a minha preocupação já havia se tornado pública, resolvi publicar este artigo e ficar como a maioria dos brasileiros, em casos análogos, na torcida que tudo dê certo.
Registro também que no âmbito da universidade foi formada uma Comissão Especial de Licitação, integrada por 13 servidores da instituição, que também é responsável pela condução do processo, e que acredito não deve ter tido tempo de olhar a trajetória, a expertise e antecedentes dos concorrentes.
É o Brasil, fico de consciência tranquila, pois julgo ter feito o meu papel, já que entendo que a cidadania nos garante direito e impõe obrigações. A minha está feita.
*Empresário, comunicador
Fonte : Publicado no Blog do CEA
O Vitae Civilis apresentou na última quinta-feira (21), na reunião da Comissão de Políticas de Desenvolvimento e Agenda 21 (CPDS), vinculada à Câmara de Recursos Naturais do Conselho de Governo, , quatro produtos referentes ao estudo elaborado entre setembro de 2010 e janeiro de 2011 sobre a aplicação da Agenda 21 no Brasil. O estudo foi contratado pelo Ministério do Meio Ambiente e PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em licitação pública no primeiro semestre de 2010 e executado entre agosto e dezembro do ano passado.
Os resultados apresentados para os membros da Comissão incluem a atualização da Agenda 21 Brasileira e a reestruturação e revitalização da CPDS; um documento contendo a sistematização de 100 Experiências de Agendas 21 Locais no Brasil, selecionadas a partir de fontes governamentais e não-governamentais; a análise e proposta de atualização de Agenda 21 Brasileira e a proposição de um evento nacional sobre o tema da atualização da Agenda 21 Brasileira.
Segundo Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBA) e um dos conselheiros da Comissão, revitalizar a CPDS e fortalecer a Agenda 21 com a ajuda de todos os envolvidos é um processo importante principalmente quando se tem pela frente a conferência Rio+20. “É fundamental apresentarmos na Rio+20 o que o Brasil tem feito. A CPDS é como uma instância de organização para a conferência”. Além disso, Cunha reafirma a importância de um evento nacional sobre a Agenda 21 antes da conferência que acontece em maio de 2012. “Isso (o evento) é muito importante para discutirmos como está a implantação da Agenda 21. Como ela rebate nas políticas públicas, por exemplo.”
O trabalho analisou programas e iniciativas do governo federal inseridas nos PPAs – plano plurianuais desde 2003. Percebeu-se que há um número impressionante de medidas que convergem com recomendações e diretrizes da Agenda 21 brasileira, ainda que seus gestores e responsáveis não tenham tomado conhecimento desta. Por outro lado, percebeu-se a atualidade das recomendações e propostas da Agenda 21 nacional: segundo Rubens Born, integrante da equipe que realizou o estudo, “há ainda muito que se fazer para lograr a inserção do paradigma da sustentabilidade social, ambiental e econômica nas políticas de desenvolvimento nas diversas esferas da Federação”. Para Born, as contradições e discrepâncias entre programas e políticas setoriais, entre si e com o marco da sustentabilidade, poderiam ser melhor enfrentadas tendo a Agenda 21 como uma referência inspiradora, por um lado, e a CPDS como um colegiado que colabore com conselhos e comissões de políticas setoriais, para “desfragmentar, integrar e dar coerência às iniciativas do Estado brasileiro no campo da sustentabilidade”.
Entre as propostas colhidas pelo estudo do Vitae Civilis destacaram-se a de que a implementação da Agenda 21 brasileira e o funcionamento da CPDS possa ter como foco iniciativas e programas voltados à mudança de padrões de produção e consumo, erradicação da pobreza e transição para um desenvolvimento de baixo carbono, criando-se sinergia com planos como os de mudança de clima, de produção e consumo sustentável, e do Programa Brasil sem Miséria, entre outros. Ao longo da realização do estudo colheram-se também propostas para que a CPDS possa ser um foro rumo à Rio+20 que articule as experiências locais e nacionais para a construção da sustentabilidade, levando em conta tanto as iniciativas que emergem localmente como as associadas a programas e políticas governamentais.
Na reunião, a representante do MPOG – Ministério de Planejamento, Gestão e Orçamento, que atua como vice-presidente da comissão, disse que o PPA em elaboração incluirá ações de Agenda 21 no campo do licenciamento ambiental. Tendo em vista que a Agenda 21 é uma agenda de desenvolvimento sustentável e não meramente uma plataforma ambiental, conselheiros da CPDS demandaram uma apresentação especial do MPOG sobre o PPA, de forma que a CPDS possa cumprir com uma de suas atribuições.
Entre as principais conclusões sobre as Agendas 21 locais destacadas no estudo, a de que tais processos promovem o engajamento de organizações da sociedade civil na formulação e implementação de políticas de desenvolvimento local integrado e sustentável, mas que o sucesso disso depende de envolvimento do Poder Público, de inserção de recomendações da Agenda 21 nas normas e inciativas institucionais do município e o fomento das atividades, que não podem ser de responsabilidade exclusiva da área ambiental.
Para Cristina Palmieri, da UGT (União Geral dos Trabalhadores) e conselheira da Comissão, revitalizar a CPDS e a Agenda 21 é fundamental. “Nós da sociedade civil queremos esta revitalização”. Segundo ela, o compromisso da CPDS é escutar os envolvidos, nos diferentes níveis, e elaborar um documento que apresente essas demandas. “É importante lembrar que a Agenda 21 veio consolidar as diferentes redes sociais.”, diz
Foi sugerido também que interlocutores de conselhos de políticas setoriais, especialistas em diversos temas e representantes de redes e alianças, tais como Rede Brasileira de Agendas 21 locais, possam ser chamados a participar das reuniões e atividades da CPDS.
A partir do estudo organizado pelo Vitae Civilis será possível aportar subsídios para a eventual atualização da Agenda 21 Brasileira, visando a ampliação de sua aplicação nos próximos anos, como ferramenta associada aos temas e objetivos da Rio+20. Caberá ao Governo a divulgação dos resultados do estudo contratado junto ao Vitae Civilis, e espera-se que sua divulgação possa ser um instrumento de fortalecimento dos esforços para a consolidação das experiências e programas explicitamente ou não decorrentes da Agenda 21, especialmente para a mobilização e diálogos intersetoriais em torno da Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012 (a Rio+20).
Para Antônio Soler, professor de Direito Ambiental e representante do CEA/FBOMS na CPDS, instrumentos de gestão, ainda que busquem definir e aplicar um conceito de Desenvolvimento Sustentável ainda sem consenso, como a Agenda 21, mesmo com a proximidade da Rio +20, se encontram cada vez mais despontecializados pela tentativa generalizada do Poder Público, pleiteada pelos interesses mercantis, de flexibilização e retrocesso da lei ambiental, questão que deve ser enfrentada no processo de revitalização da CPDS.
A reportagem é de Cláudio Angelo e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 15-07-2011.
As declarações foram dadas à repórter Allison Langdon, do programa "60 Minutes", que fazia uma reportagem sobre a licença de instalação da usina de Belo Monte, assinada por Trennepohl.
Na entrevista, Langdon confrontou o presidente do Ibama. Disse que seu antecessor,Abelardo Bayma, renunciara devido à pressão pelo licenciamento da usina que, segundo organizações ambientalistas, afetará os índios do Xingu, no Pará.
'TRANQUILO'
A repórter da Nine Network perguntou a Trennepohl se ele estava tranquilo com a decisão de licenciar a obra.
"Sim, a decisão foi minha", respondeu Trennepohl.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=45369
Cegonha visita namorada ferida todos os anos na Croácia
21 de maio de 2011
As cegonhas que fazem ninho na Croácia todos os anos, fazem um longo caminho de 13 mil quilômetros da África do Sul pelo vale do Nilo
Por Danielle Bohnen (da Redação)
Malena e Rodan, uma linda história de amor. Foto: Divulgação/EFE
Uma amada ferida pelos disparos de um malvado, Um galã apaixonado que cruza meio planeta para visita-la todos os anos, apesar de todas as dificuldades. A história parece mais um roteiro de filme de romance, mas é a realidade da vida de um casal de cegonhas na Croácia.
A cada primavera, o país se emociona com a chegada do macho Rodan que volta da África ao país balcânico para encontrar sua amada Malena, que não pode voar devido às sequelas de um tiro d qual foi vítima há 18 anos.
O casal de aves oferece este ano, um espetáculo de alegria, já que em seu ninho, há quatro filhotes recém-nascidos, enquanto os demais estão por sair de seus ovos, segundo informou a imprensa local.
Malena foi encontrada ferida, em 1993, em um campo perto de Slavonski Brod, uma cidade de 200 km a leste de Zagreb, com a asa ferida por tiros dados por um caçador italiano.
Stipe Vokic, porteiro de uma escola primária, cuidou da ave, conseguiu cura-la e fez um ninho no telhado da escola para ela.
Faz nove anos que Rodan se apaixonou por Malena, que não pode acompanhar seu amado na viagem até a África, pois apresenta sequelas do ferimento que a impedem de voar para a rota migratória que fazem as aves de sua espécie todos os anos.
Durante o inverno, Vokic cuida e alimenta Malena, mas todas as primaveras, quando Rodan regressa, ele mesmo trata de cuidar da companheira. Ele leva comida fresca a ela, arruma o ninho e alimento os filhotes.
Foto: Divulgação/EFE
"É uma relação terna, da qual se pode fazer um filme de amor", comenta Vokic ao jornalVecernji list.
Em Julho, Rodan ensinará aos seis filhotes a voar e, em meados de agosto, voarão juntos à África.
"A cada ano, me parte o coração quando chega a hora de partirem. Rodan chama Malena, para que vá com ele, mas ela não pode. Até hoje, já criaram 35 filhotes", diz Vikic.
Esta primavera, a imprensa croata publicou a triste notícia de que Rodan não estava de volta e, certamente, alguma coisa ocorreu na África, mas para a alegria de todos, apareceu de repente, apesar de mais cansado do que nunca.
As cegonhas que fazem seus ninhos na Croácia todos os anos, realizam uma longa viagem de 13 mil quilômetros pelo Vale do Nilo até a África do Sul, caminho onde encontram muito perigos e penúrias.
Foto: Divulgação/EFE
Reportagem enviada por Claudiomar Barcelos
O caso da poluição atmosférica na cidade do Rio Grande: Uma novela antiga e interminável.
Há alguns anos vemos a CMAC OAB - subseção Rio Grande trazendo a discussão sobre a falta de fiscalização Estadual e a omissão da fiscalização Municipal dos efluentes atmosféricos no COMDEMA juntamente com o apoio integral da Agenda 21 do Rio Grande por intermédio de seus representantes. Para a representação da CMAC OAB na Agenda 21 sempre foi temerária a decisão de se colocar uma "dita" brigada ambiental sob o controle das próprias empresas e os resultados desta decisão sempre foram percebidos (pelo cheiro e mal estar causado pelos efluentes atmosféricos) pela comunidade riograndina em dias de pouca circulação atmosférica (eg. 20/06) ou inversão térmica. Parece que só agora frente às pressões da Promotoria Pública, mídia e comunidade afetada alguma decisão será tomada.
Talvez este seja um bom momento para reflexão por parte da SMMA, sobre tantas outras pautas, há anos, levantadas pela Agenda 21, de relevante importância à sociedade riograndina. A crítica desta instituição à gestão ambiental sempre foi construtiva, mas tem se tornado combativa em função da inoperância e da falta de diálogo por parte dos orgãos municipais de gestão ambiental.
Duas observações devem ser pautadas:
Foto: Fábio Dutra
Objetivo é tornar a fiscalização de empresas da área do Distrito Industrial mais eficientes
Conforme deliberado pela plenária do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) irá propor à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) uma parceria objetivando maior fiscalização das emissões de poluentes originárias de empresas da área do Distrito Industrial de Rio Grande (Dirg). Para tanto, o Condema convidará a Fepam de Porto Alegre a participar de uma de suas reuniões.
A iniciativa, anunciada agora, teria surgido a partir do relato do engenheiro químico Edson Pereira, diretor da Unidade de Licenciamento e Fiscalização da SMMA, ao Comdema, na reunião de 28 de junho, sobre a ação da secretaria diante de um episódio de poluição ocorrido no dia 20 do mês passado no Município. Conforme Pereira, nesta data houve, provavelmente, uma inversão térmica que dificultou bastante a dispersão dos poluentes atmosféricos gerados pelas indústrias do Dirg. Por volta das 10h, a pluma de contaminação se concentrou sobre a região do bairro Cidade Nova.
A equipe da secretaria, que está localizada no Cidade Nova, testemunhou a poluição. Segundo Edson Pereira, na ocasião, a SMMA fez contato com as empresas por meio do telefone (0800) que elas disponibilizam para reclamações, e não obteve êxito. Em função disso, telefonou para a Fepam da Capital, responsável pelo controle ambiental em Rio Grande, e repassou toda a situação, com monitoramento, para o engenheiro responsável. Este fez o monitoramento das condições climáticas para dispersão dos poluentes, entrou em contato com as empresas do Dirg e pediu a desativação parcial dos equipamentos mais poluidores.
Pereira disse que naquele dia, a secretaria se propôs a auxiliar a Fepam no processo de monitoramento da situação e de observação do atendimento ao que foi imposto pela Fundação e verificou o cumprimento da determinação. Depois, repassou novamente a situação e, como as condições climáticas desfavoráveis à dispersão se mantinham, a Fepam mandou, por volta das 18h, as empresas pararem totalmente a produção. Por volta das 20h30min, quando percebeu que as condições climáticas tinham mudado, a SMMA comunicou à Fundação e as empresas foram liberadas para retomarem a atividade.
Considerando o resultado desse apoio, o Comdema deliberou no sentido de que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente firme parceria com a Fepam para manutenção desse tipo de ação no intuito de auxiliar no processo de fiscalização. "O Conselho discutiu essa questão e toda a plenária entendeu ser necessária essa parceria para a fiscalização ser mais efetiva", observou a presidente do Comdema, Mara Núbia de Oliveira, também secretária municipal do Meio Ambiente.
Fiscalização precária
No dia 3 de julho, o Agora publicou matéria em que mostra que o sistema de monitoramento da poluição do ar no município é hoje inferior ao existente há 30 anos. Na ocasião, a reportagem - que pode ter acelerado a tomada de decisão agora - apontou que os aparelhos de medição mais próximos da área industrial (localizados junto às antenas de transmissão da Rádio Cassino) não registram dados desde 2009, logo após terem detectado piora significativa na qualidade do ar. Contactada, a direção da Fepam não quis se manifestar.
Por Carmem Ziebell
fonte da reportagem: Jornal Agora 03/07/2011 - 19h43min Atualizada em 04/07/2011 - 17h40min
MOÇÃO DE REPÚDIO AO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PELA NÃO REALIZAÇÃO DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE E PELO DESMONTE DA CPDS, DA POLÍTICA E DOS ÓRGÃOS GESTORES DA AGENDA 21 LOCAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MMA, IBAMA E INSTITUTO CHICO MENDES
As organizações presentes ao XX Encontro Nacional do FBOMS, realizado nos dias 13 e 14 de junho de 2011 em Brasília, atentos e preocupados com a ação deliberada de desmonte dos órgãos gestores da Agenda 21 Local e da Educação Ambiental, por parte do Ministério do Meio Ambiente, vêm a público denunciar essa iniciativa que interrompe um ciclo de política pública relevante iniciada nos governos anteriores que tem dado uma contribuição significativa para promoção do desenvolvimento sustentável, especialmente em comunidades atingidas por externalidades do processo produtivo e sido vítimas do modelo econômico excludente e predatório.
Especialmente neste momento pré-Rio+20, quando o governo brasileiro afirmou publicamente seu compromisso com a implementação da Agenda 21, e quando os olhos do mundo estarão sobre a nação brasileira e que se faz necessário fortalecer iniciativas da sociedade civil e de políticas públicas que contribuam com os objetivos e metas assumidos pelo Brasil, especialmente no âmbito das Agendas 21 Global e Nacional.
Dessa forma, o FBOMS apela à presidenta Dilma Roussef e à ministra Isabela Teixeira a revisão do procedimento recém adotado no MMA e o consequente fortalecimento das políticas de promoção da educação ambiental, das Agendas 21 Locais e a reestruturação desses órgãos no MMA, IBAMA, Instituto Chico Mendes, assim como dos espaços participativos de formulação e fiscalização das políticas ambientais e de desenvolvimento sustentável, como a CPDS e as Conferências Nacionais do Meio Ambiente.
FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
Fonte: Blog do CEA http://
Um novo Código Florestal manchado de tinta antifurto
Dr. Antônio Libório Philomena (APROFURG / GT PA&MA).
Para o Brasil, o ano de 2011 não é o Ano Internacional das Florestas. Agrobusiness, sim, é o salvador da Pátria, e por quê não, do Mundo? Além disso, no Patropi, não existem diferenças entre FLORESTA e plantio de monoculturas exóticas (como eucaliptos) - (Deve ter origem num tipo de cartilha semelhante à do MEC, onde 10-7=4!). No Congresso (onde 27 dos componentes tem contas à acertar com o IBAMA e 144 com o TSJ), um relator comunista, incrivelmente, defendeu, com unhas e bigode, o capitalismo na forma de agricultura industrial, onde sementes, fertilizantes, venenos, máquinas agrícolas e o mercado são, quase na totalidade, controlados por estrangeiros. Vide exemplos: • “Dados inéditos do cadastro rural do INCRA mostram, que até 2008, haviam 4,04 milhões de hectares registrados por estrangeiros. São 34.218 imóveis concentrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.” Revista PRODUZ (Ano VI, Nº 61, 2011. Pg 96) • “Vamos continuar com as aquisições e os investimentos industriais no Brasil. O desenvolvimento da produção de etanol nos permite compensar integralmente a queda de nossa produção de açúcar aqui na França.” Revista Globo Rural (Philipe Duval do Grupo Tereos Internacional. Maio 2011, Nº 307. Pg 114) A estratégia do lobby do agrobusiness era a urgência para votar, mesmo que nas sessões da Câmara, as verborréias virassem mantras como: “já foi exaustivamente discutido com a sociedade”, “todos somos ambientalistas ”, “Santa Catarina é um bom exemplo”, “Aldo Rebelo visitou todo o País e ouviu todos”, “as ONGs tem interesses estrangeiros para estagnar o Brasil”, “quem sabe preservar é o agricultor”, “compromisso com a área rural para dar segurança jurídica”, “a redenção da agricultura do Brasil”, “que em Rondônia desmatamento é mentira”, “a gente nem sabe quantas leis tem hoje”, “não tem nada que polua mais que a miséria”. Com o pequeno agricultor esvaziando o movimento, novos documentos científicos surgindo e o pescoço do Palocci a prêmio, o lobby agrobusiness estava impaciente e não queria ouvir mais nada. Cabe registrar que naquele 25/05 às 16 h, na Câmara dos Deputados, quando foi anunciado o assassinato do casal de líderes extrativistas José Claúdio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, que defendiam a Floresta Amazônica dos madeireiros ilegais, se ouviu uma imensa vaia oriunda de criaturas que deixaram externar quem realmente eram: bestiais, que por lucros, não respeitavam nem a desgraça de outras pessoas. Naquele momento, a prova estava clara: como esperar consideração para as florestas, os rios, os morros, os banhados e os seres que lá vivem, se não há consideração com os seus semelhantes humanos? Ao final: 410 votos a favor, 63 contra; oficializado um retrocesso digno de Terceiro Mundo, onde leis, conhecimentos acadêmicos, práticas sustentáveis e a imensa propaganda verde das companhias foram derrubadas. É doentio, mas quem derruba árvores, também derruba pessoas. Como no livro “Fahrenheit 451”, os livros de Ecologia, Hidrografia, Direito Ambiental e Conservação foram queimados. Numa análise histórica a votação fica mais clara ainda, quando se sabe que empresas financiaram 70% da receita dos partidos (da receita de R$ 722,7 milhões obtida pelos 12 maiores partidos, R$ 507,9 milhões vieram de doações de empresas). Conforme o TSE, das 19.658 empresas doadoras, 3.996 fizeram doações irregulares. Como exemplo, só a Bunge Fertilizantes liberou R$ 2,8 milhões na última campanha, sendo que o ex-Ministro do Planejamento Martus Tavares (atualmente é Vice-Presidente de Gestão da Bunge) estava presente nas discussões do Código. Não se pode esquecer, que a terra no Brasil teve seu preço avultado, sendo assim, iniciada uma corrida contra o tempo para a aquisição de terras. Conforme a Informa Economics houve uma alta de 9% no preço médio das terras no último bimestre de 2010, quando o hectare foi cotado em média a R$ 5.000,00 (Agronômica, pequeno município de Santa Catarina, chega a ter o hectare negociado entre R$ 70.000,00 e 100.000,00). Com os Órgãos fiscalizadores em completo desmanche (de pessoal, equipamentos e salários) houve um aumento de até 537% no desmatamento em Mato Grosso (em relação ao mesmo período de 2010) com utilização inclusive do correntão. O quadro geral confirmou o fato de que, por conta da “possível votação do novo Código Florestal”, a turma da motoserra se aproveitou da ocasião (expectativa de anistia ao desmatamento). O IBAMA chamou todos os agentes para a Região Norte (Amazônia) do País para conter os desmatamentos. As notícias, debates e ações são tantas, que o principal é esquecido – o custo (os passivos) que a agricultura industrial perpetua, é a diminuição do futuro com a privatização do lucro e socialização do prejuízo. O processo é conhecido e referido, inclusive, com o substantivo TRAGÉDIA em outras regiões do Mundo, onde já experimentaram esses abusos. O Brasil, citado em todos os documentos, como um dos países mais ricos do Planeta em NATUREZA não pode cair na vala de provedor relapso (isto é, leniente, no cuidado ambiental e trabalhista para compensar a ineficiência, a falta de logística e infraestrutura) de produtos primários, in natura, sem agregados. Comportamento de neocolônia, inclusive, provendo a preços irrisórios, energia, alimentos, minerais estratégicos, fibras e água a países que são nossos concorrentes. A nova metodologia de quantificação de sustentabilidade, desenvolvida por Rees e Wackernagel, denominada Pegada Ecológica, nos sinaliza fortemente como será o futuro. A agricultura brasileira é uma atividade, que se aproveita da situação de produção de alimentos, para estabelecer a ilegalidade (no Rio Grande do Sul, apenas 0,57% dos imóveis observam as Reservas Legais, enquanto no Brasil, a média é 9,58%, também preocupante em termos de cumprimento de leis). O Presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO), Rui Prado, faz o canto da sereia: “Se não houver a alteração (do Código Florestal), cerca de 90% dos produtores vão ser classificados como criminosos e receberão pena por crime ambiental”. Exatamente, esta ilegalidade em massa (à luz do atual Código em vigor) é a mancha de tinta antifurto. Aquela, que o Sr. Luiz Inácio da Silva, também dissimulou ao dizer que: “Todo mundo sempre fez assim no Brasil”. Afinal, ele era “o cara”! Esta mancha mostra uma tentativa de furto, um furto do futuro de todos os brasileiros. Muito pior que furto a caixas eletrônicos de bancos, pois as consequências são maiores e se estendem a longo prazo (roubando o futuro das gerações que ainda não vieram). Quanto aos furtos de caixas eletrônicos, é sabido que para as seguradoras existe previsão de perda/furto nos bancos; e o lobby deste tipo de assaltantes, não é tão grande quanto do agrobusiness. A proposta do novo Código Florestal amealhará 200 mil Km² de matas nativas (uma área igual ao Estado de São Paulo), mesmo que exista um passivo na ordem de 83 milhões de hectares em áreas de preservação ocupadas irregularmente – uma área quase igual ao Estado do Mato Grosso ou de um país como a Venezuela (com uma estimativa de passivo pela erosão causada nestas áreas na ordem de R$ 9,3 bilhões anuais). Segundo o documento do GT da ABC e SBPC de maio de 2011: ”Estima-se, que existam hoje no Brasil, 61 milhões de hectares de terras degradadas, que poderiam ser recuperadas e usadas na produção de alimentos”. Sugere-se que some-se a esta área os 400 mil hectares, que poderiam produzir alimentos, mas produzem fumo! A mancha antifurto também é encontrada nos 2 bilhões de Reais, que estão parados e deveriam ser usados para cortar as emissões de 156 milhões de toneladas de CO2 do setor agropecuário até 2020. Esses recursos estão disponíveis desde setembro de 2010 no BNDES e no Banco do Brasil com juros mais baixos (5,5% ao ano com prazo de 12 anos). Como não é para comprar motosserras, ninguém usou um centavo. O agrobusiness gosta mesmo de subsídios, onde a mancha é mais difícil de se ver. Para os gaúchos, a mancha antifurto é bem marcada, pois, não bastassem todas essas “tentativas”, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e a Consultoria Céleres divulgaram, que o Rio Grande do Sul está em último lugar em rendimento entre os 17 estados produtores de soja e em 9º, no rendimento da produção de milho. Só para lembrar, se a agricultura fosse sempre ouvida, do Século XIX até hoje manteríamos a escravatura, pois o lobby da época afirmava, que sem os escravos a nobre atividade de produzir alimentos desapareceria. Esta foi uma das razões, que levou o Brasil a ser um dos últimos países a decretar legalmente o fim da escravidão no País. A estória se repete. Até quando?
PETIÇÃO ONLINE CONTRA A IDÉIA DE TORNAR RIO GRANDE UM PONTO DE RECEBIMENTO DE LIXO DE OUTRAS CIDADES. ASSINE EM: http://www.petitiononline.com/nel1029/
Privatização da água em Uruguaiana prejudicará população mais pobre, diz Corsan
Jun 13th, 2011
by Marco Aurélio Weissheimer.
A população mais pobre de Uruguaiana será a principal prejudicada com a privatização do saneamento no município. A partir da gestão da empresa Foz do Brasil, a maioria dos usuários da Tarifa Social terá sua conta aumentada. A avaliação é da diretoria comercial da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que até então era responsável pelo serviço na cidade. Segundo cálculos da Corsan, a tarifa cobrada pela Foz do Brasil só ficará mais baixa a partir de um consumo de 24 metros cúbicos ao mês, que é uma faixa de consumo onde não existe ocorrência de imóveis da categoria social.
Ainda segundo a avaliação da Corsan, mesmo os usuários que não se enquadram na tarifa social sofrerão com a privatização. Nos imóveis residenciais, em 77,3% dos casos, a tarifa cobrada pelo setor privado será maior, avalia a empresa pública que baseia este cálculo na seguinte regra:
“A Corsan pratica a tarifa consumo, ou seja, cobra de cada família um valor fixo a título de serviço básico, mais o consumo medido. No edital de licitação da Prefeitura de Uruguaiana, existe a chamada “demanda mínima”, ou seja, todos pagam 10 m³ de água e mesmo que o consumo seja zero, levando consigo a tarifa de esgoto de 70% desta demanda mínima. Pela tarifa da Corsan o usuário que gastar 3m³/mês paga estes mesmos 3m³/mês e 70% disto ( 2m³) para esgoto coletado”.
O diretor-presidente da Corsan, Arnaldo Luiz Dutra, avalia que, além do aumento da tarifa, a privatização trará outros prejuízos à população:
“Os municípios que optarem pelo rompimento de contrato com a Companhia terão que arcar com indenização pela encampação dos ativos da empresa na cidade. No caso de Uruguaiana, o patrimônio da Companhia é calculado na ordem de R$ 72 milhões, a valores de 2009, que deve ainda ser atualizado para 2011.. Além disso, as prefeituras terão de abrir mão dos recursos provenientes do Orçamento Geral da União, que só são repassados para as cidades que mantém a concessão gerida por empresa pública”.
Em 2010, acrescenta o dirigente, a prefeitura de Uruguaiana deixou de receber cerca de R$ 64 milhões a fundo perdido, em função do rompimento do contrato com a Corsan. Este recurso, assinala ainda Dutra, se aplicado na cidade, poderia ter elevado em dois anos o percentual de atendimento com esgotamento sanitário de 23% para 60%.
http://rsurgente.opsblog.org
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Denúncias sobre a Poluição Atmosférica aos órgãos responsáveis Brigada Ambiental e FEPAM, resultam em descumprimento das condicionantes pelas empresas Yara e TIMAC.
Hoje, dia 20/06 após inúmeras denúncias para a brigada ambiental que é das próprias empresas (YARA tel. 08006424300 e TIMAC tel. 08007261140) e após 1 hora sem solução, para a Emergência Ambiental da FEPAM (tel. 0xx51-99827840) chegou ao conhecimento de que desde às 10hs30min oficialmente a SMMA estava informada, embora relatos de que à partir das 8hs, as emissões com odor já estavam fortes e acumuladas sobre a região central do Município do Rio Grande. Às 15h30min as condições apresentadas nas fotos mostrou que as emissões de YARA e TIMAC AGRO no DIRG não foram reduzidas ou cessadas, como seria pertinente em condição de baixa dispersão atmosférica.
Yara
A condição de baixa dispersão atmosférica propiciou o acumulo de poluentes sobre o Saco da Mangueira, no estuário da Lagoa dos patos extendendo-se por 3,2Km ao marisma da outra margem.
Margem do marisma a 3,2 Km do DIRG.
A área da cidade sob influência da pluma de efluentes atmosféricos nas condições de ventos do quadreante Sul está representada na figura abaixo pelas linhas vermelhas com 3 Km de raio.
Enquanto isso vem acontecendo na cidade desde a década de 70 ou seja, há mais de 12 anos, parece que agora, os esforços se concentraram e o caso está sendo debatido na mídia de circulação de maza:
Uma vez que as denúncias não foram atendidas nem pela brigada ambiental da YARA e nem pela brigada ambiental da TIMAC e como não surtiram efeitos as denúncias à emergência ambiental da FEPAM, aguardemos então, a sábia palavra de nossos Ilustríssimos Promotores, uma vez que as condições climáticas não estavam favoráveis e as denúncias não foram atendidas.
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Corsan vai prestar apoio técnico às prefeituras para execução do Plano Municipal de Saneamento A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) vai conceder orientação técnica aos municípios para edição do Plano Municipal de Saneamento, previsto na Lei Federal 11.445/2007 e regulamentado por decreto, em 2010. Segundo o diretor-presidente da Companhia, Arnaldo Dutra, grupos técnicos lotados nas superintendências regionais, assim como a equipe da sede, estarão à disposição para conceder auxílio técnico para que as prefeituras elaborem seu plano de saneamento. Dutra lembra que os municípios têm até dezembro de 2013 para editar o plano, sob pena de cessação dos recursos federais. "Nossa gestão está priorizando a intensificação do relacionamento com as prefeituras para melhorar a qualidade da relação dos municípios com a Corsan. Para estreitarmos ainda mais a interação da Companhia com os Executivos municipais, estamos criando este apoio técnico para a elaboração dos planos de saneamento em todos os 322 municípios que a empresa possui contrato", afirmou Dutra. Para esclarecimentos e agendamentos as prefeituras podem entrar em contato através do e-mail suprin@corsan.com.br e do telefone: (51) 3215.5528 ou (51) 3215.5706.Lei do Saneamento A Lei Federal 11.445/2007 estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, tendo como princípios fundamentais a universalização do acesso e a gestão eficiente dos recursos hídricos. Na legislação federal, consta a obrigatoriedade da elaboração dos Planos Municipais de Saneamento. Texto: Mariana Martinez Edição: Redação Palácio Piratini (51) 3210.4305 |
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10/05/2011 |
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 09 de Maio de 2011
Criação de cargos em comissão sem concurso é incon...
O Órgão Especial do TJRS julgou parcialmente procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral de Justiça contra mais de uma centena de cargos em comissão criados por legislação municipal de Rio Grande. O julgamento havia iniciado em 28/2/2011 e foi unânime.
A relação completa dos cargos que não podem ser providos sem concurso público constará da íntegra do Acórdão. Dentre eles, Inspetor de Manutenção e Conservação de Veículos, Chefe do Cerimonial e Protocolo, Secretário da Junta de Serviço Militar, 12 Supervisores de Secretaria, Supervisor do Gabinete do Prefeito, Encarregado de Escolas Rurais, Técnico de Som, Coordenador Contábil, 2 Assessores Técnicos da Área de Engenharia, 2 Assessores Técnicos da Área Ambiental, Gerente de Comunicação e Marketing, e 5 Encarregados de Expediente
O Tribunal considerou improcedente a Ação em relação ao cargo de Coordenador Geral da Unidade Gestora de Projetos - para o Desembargador Carlos Rafael, o ocupante do cargo tem a função de coordenar a equipe que integrará a Unidade Gestora de Projetos, a qual está diretamente vinculada ao Gabinete do Prefeito Municipal e, portanto, diz respeito às diretrizes de políticas públicas, de ordem do Prefeito Municipal, evidenciando se tratar cargo de confiança deste. E não conheceu da Ação em relação ao cargo de Diretor-Presidente da PREVIRG, entendendo que não se trata de cargo de confiança. O voto do relator analisa cada situação.
Lembrou o magistrado que a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul prevê a possibilidade de criação de cargos de provimento em comissão apenas para atividades de direção, chefia ou assessoramento especificamente previsto na legislação. Observou o Desembargador Carlos Rafael que a maioria dos cargos criados não se inserem nos cargos de chefia, direção e assessoramento. Outros cargos, não obstante contenham nomenclatura de ´coordenador´, ´assessor´, ´supervisor´, ´superintedente´, ´chefe´, e ´secretário´, não se inserem na exceção constitucional, seja porque muitos deles já contenham a expressão ´técnico´, o que denota se tratar e atribuições técnicas, seja em razão da própria lei que os criou nem sequer consignar as atribuições respectivas.
Observou que a ausência das atribuições específicas, de cada cargo, na lei, por si só, já configura inconstitucionalidade, porquanto sendo exceção a criação de cargos em comissão, estes devem especificar as atribuições e funções atinentes a cada um.
ADI 70039795836
Autor: João Batista Santafé Aguiar
Comunidade científica critica relatório sobre o Código Florestal e pede mais tempo para discussão no CongressoDepois de meses de trabalho, a comunidade científica apresentou nesta segunda-feira (25/04), em Brasília, um extenso estudo sobre os impactos das alterações no Código Florestal propostas pelo relatório Aldo Rebelo, em tramitação na Câmara dos Deputados. O documento é intitulado “O Código Florestal e a Ciência – Contribuições sobre o diálogo”. O grupo de trabalho, composto por membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) analisou as questões relativas ao Código Florestal brasileiro à luz do conhecimento científico e tecnológico.
Na avaliação das entidades, não há fundamento científico nas mudanças propostas na legislação e seria uma “tragédia” a votação do texto como tal na próxima semana – dias 3 e 4 de maio, conforme anúncio feito pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia.
Por isso, as organizações pediram mais tempo para a discussão do Código Florestal no Congresso. Para o pesquisador Antonio Donato Nobre, agrônomo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), seriam necessários pelo menos dois anos de discussão para se chegar a um texto adequado para o novo Código.
“Se o código for votado agora, será a primeira vez que um assunto como este será decidido sem a participação da ciência”, criticou Helena Nader, presidente da SBPC. Ela disse que o grupo não foi consultado sobre o relatório Aldo Rebelo e decidiu elaborar o texto para contribuir cientificamente com as mudanças no Código. “Decidimos que teríamos que ter uma leitura de ciência, e não de ânimos. Se for votado o relatório, não será bom para o Brasil”, disse.
“Estamos aqui trazendo a visão de 96 sociedades científicas, a elite da ciência brasileira. O que gostaríamos é de poder continuar contribuindo trazendo dados para a implementação de um código moderno, e não um documento que os dados da ciência mostram que está furado, está errado”, disse. “Foram dez meses de trabalho, com revisão da literatura relativa a vários tópicos do assunto – quase 300 artigos científicos – e consultas a dezenas de especialistas das mais diversas posições”, destacou Helena Nader.
Redução das APPs e Reservas Legais
A comunidade científica critica principalmente as propostas de redução das Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal. Ao contrário do que afirma o relatório Aldo Rebelo, o estudo da SBPC e da ABC afirma que as APPs representam apenas 7% das propriedades privadas. “As pessoas se esquecem que no Rio morreram mil e tantas pessoas em deslizamentos e está se pensando em tirar a proteção de topo de morro”, disse Antonio Donato Nobre, “é algo totalmente irresponsável”.
O estudo mostra que a manutenção das APPs ao longo das margens de rios e corpos d’água, de topo de morros e de encostas com declividade superior a 30 graus é de fundamental importância para a conservação da biodiversidade. A definição da largura, no entanto, depende de vários fatores, tais como o tipo de serviço ecossistêmico e a largura de conservação da vegetação.
Segundo o cientista, ainda não é possível também determinar o impacto ambiental da liberação da recomposição da Reserva Legal para as propriedades de até 4 módulos fiscais. Por isso, o estudo defende a manutenção da obrigação para todas as propriedades. “Foi um estudo isento de paixões, baseado unicamente no que as evidências da ciência comprovam”, acrescentou Nobre.
De acordo com o estudo, 83 milhões de hectares de área de preservação ambiental são ocupados irregularmente. Por outro lado, 61 milhões de hectares de terras degradadas poderiam ser recuperadas e usadas na produção de alimentos. “Os dados científicos disponíveis indicam que o país pode resgatar passivos ambientais sem prejudicar a produção e a oferta de alimentos”, diz o texto.
O estudo também mostra como a proteção dessas áreas pode ser convertida em serviços florestais, pagos por quem vive na cidade e se beneficia da preservação ambiental feita no campo. O deputado Ivan Valente saudou o estudo da comunidade científica e reafirmou a importância de mais tempo para o debate. “Não conseguimos sequer concluir a discussão sobre os temas elencados na Câmara de Negociação. Se a votação no Plenário acontecer nos dias 3 e 4, será um atropelo da própria instância criada para discutir o assunto”.
Nesta terça-feira (26/04), SBPC e ABC também participam de uma reunião com os líderes partidários, o presidente da Câmara e os ministros da Casa Civil, Agricultura, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Educação e Integração Nacional. O deputado Ivan Valente estará presente.
A coalizão SOS Florestas está convocando uma mobilização nacional para pressionar deputados, senadores e o governo federal a rejeitarem o substitutivo do deputado Aldo Rebelo. A coalizão é formada por ONGs e entidades que defendem o meio ambiente. A estratégia é realizar uma jornada de atividades públicas em dezenas de cidades entre os dias 28 e 30 de abril.
Baixar o livro: codigo_florestal_e_a_ciencia.pdf
Atualmente o Código Florestal preve a preservação da mata ciliar nas seguintes dimensões:
Rede brasileira de justiça ambiental: http://www.justicaambiental.org.br/_justicaambiental/
Blog da manifestação popular em prol de + ciclofaixas em pelotas: http://asfaltociclofaixa.blogspot.com/
Blog do Pró-Vieira: http://pro-vieira.blogspot.com/
Blog do CEA: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/
Blog da Rede Brasileira de Agendas 21 (REBAL): http://rebal21.ning.com/group/agenda21riogrande/
Veja também:
Projeto em PDF de construções sustentáveis à partir de material reutilizável
earthship project.pdf
| Leticia Rodrigues - MTB 9373 | Agência de Notícias 06:15 - 29/06/2011 Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727 Foto: Marcos Eifler / Ag. AL |
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No começo da manhã desta quarta-feira (29), depois de 16 horas ininterruptas de sessão, os deputados aprovaram o PL 193/2011, o último dos cinco projetos do Plano de Sustentabilidade Financeira do governo do Estado. Por 29 votos a 5, o Executivo foi autorizado a instituir o Cadastro Técnico Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA -, a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA-RS -, de acordo com a Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 e alterações, e dá outras providências.
A matéria foi aprovada com as emendas 8 e 9, ambas do deputado Aloísio Classmann (PTB), que foram apreciadas após aprovação (29 votos a 7) de requerimento de preferência da líder do governo, deputada Miriam Marroni (PT), para votar as duas emendas e o texto do projeto. A emenda 8 recebeu 31 votos favoráveis e 4 contrários, enquanto que a emenda 9, 32 votos favoráveis e 2 contrários.
A primeira determina que os recursos arrecadados com a multa prevista serão destinados pelos órgãos ambientais competentes para Programas de Educação Ambiental, Estruturação e implementação de sistemas e condições com o objetivo de reduzir e agilizar os prazos de análise dos projetos, Capacitação dos servidores e agentes dos órgãos municipais de meio ambiente e Investimentos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e suas vinculadas.
Já a segunda emenda propõe que antes da aplicação das sanções, pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte que não estiverem inscritos no Cadastro Técnico Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais no prazo legal deverão receber uma notificação prévia dos órgãos ambientais competentes, com prazo de trinta dias para regularização.
Discussão
Defendendo a proposta, o deputado Raul Carrion (PCdoB) afirmou que não está sendo criada taxa nova, pois já existe na esfera federal. Citou que essa legislação estadual já existe nos estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A matéria também foi defendida pela deputada Marisa Formolo (PT).
O deputado Giovani Feltes (PMDB) disse que, apesar de não ser uma taxa nova, o objetivo do projeto é "fazer caixa". Questionou se a Fepam, que já tem histórico de "emperrar" os investimentos no Estado para emitir licenças ambientais, terá capacidade para fiscalização ambiental, como está previsto no projeto.
O deputado Edson Brum (PMDB) afirmou que estava preocupado com o setor da agricultura familiar, pois a taxa a ser criada aumenta a arrecadação do governo, mas aumenta os gastos dos pequenos produtores. Registrou ainda que a Fepam não tem condições de ser responsável pela fiscalização ambiental prevista.
O deputado Pedro Pereira (PSDB) também salientou o caráter arrecadatório do projeto. Citou duas emendas de sua autoria, que foram apresentadas a fim de melhorar a proposta. Ainda se manifestou o deputado Jorge Pozzobom (PSDB).
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